Existe um limite dentro do Simples que pega muita empresa de surpresa. Antes de chegar ao teto do regime, você pode ultrapassar o chamado sublimite e perder a comodidade de recolher tudo em uma guia só. Veja como isso funciona.
O que é o sublimite
Além do teto geral do Simples, existe um sublimite ligado ao ICMS (estadual) e ao ISS (municipal), fixado em R$ 3,6 milhões de receita bruta acumulada. Ultrapassando esse valor, a empresa continua no Simples para os tributos federais, mas passa a recolher ICMS e ISS separadamente, pelas regras normais do estado e do município.
O que muda na prática
- Você deixa de pagar tudo no DAS e passa a ter guias adicionais.
- Surgem obrigações acessórias novas, com apuração própria de ICMS ou ISS.
- A rotina fiscal fica mais complexa e exige mais atenção da contabilidade.
- O custo tributário total pode mudar, para mais ou para menos, dependendo da operação.
Quando o efeito começa
A regra observa o quanto o excesso é grande. Um estouro pequeno costuma produzir efeito a partir do ano seguinte; um estouro expressivo antecipa o efeito para o mês seguinte ao da ocorrência. Por isso, acompanhar o acumulado ao longo do ano é essencial, e não só no fechamento.
Como se preparar
Monitore a receita acumulada mês a mês, avise o contador quando perceber que vai se aproximar do sublimite e simule o custo do novo cenário antes que ele chegue. Chegar nesse patamar também é um bom momento para revisar o regime como um todo, principalmente com a decisão de setembro à frente. Veja o Simples híbrido.
Está se aproximando do sublimite e quer planejar? A WEBContabilidade pode simular o seu cenário. Fale pelo WhatsApp.
Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
