Chegou o mês. Durante setembro, quem é do Simples Nacional decide se continua no modelo atual ou adere ao Simples híbrido em 2027. É uma escolha que vale para o ano inteiro e não dá para adiar. Veja como decidir sem chutar.
O que está em jogo
No Simples comum, você segue recolhendo tudo no DAS, com o crédito de IBS e CBS ao cliente limitado. No híbrido, a empresa permanece no Simples, mas recolhe IBS e CBS por fora, gerando crédito cheio para clientes pessoa jurídica. A diferença aparece no bolso do seu cliente, não diretamente no seu.
A pergunta que resolve a maior parte dos casos
Quem paga as suas contas? Se a maior parte do faturamento vem de consumidor final, o crédito não interessa a ninguém e o Simples comum tende a continuar sendo a melhor escolha. Se você vende para outras empresas, principalmente as maiores, o crédito vira argumento comercial e o híbrido entra na conta.
Situações que pedem atenção redobrada
- Empresas com clientes mistos, parte pessoa física e parte jurídica.
- Prestadores de serviço no Anexo V, onde a carga já é mais alta.
- Comércios que compram de fornecedores no regime regular.
- Empresas próximas do sublimite ou do teto do regime.
Antes de decidir, confira três coisas
Primeiro, a regularidade: débito em aberto pode impedir a opção. Se houver pendência, resolva agora, quitando ou parcelando. Segundo, os seus números reais, começando pela alíquota efetiva que você paga hoje. Terceiro, a simulação dos dois cenários, feita com o contador.
Na dúvida, não improvise
Mudar de modelo sem simular é apostar. E manter o modelo atual por inércia, sem olhar os números, também é. O checklist da decisão ajuda a organizar o que levantar antes de bater o martelo.
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Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
