CNPJs interligados: a Receita agora soma o seu faturamento
Abrir uma segunda empresa para "não estourar o teto" do Simples sempre foi uma prática arriscada. Agora ficou mais. Pela Resolução CGSN 183/2025, a Receita passou a cruzar empresas ligadas e somar as receitas para checar o limite do regime. Se você tem mais de um CNPJ, vale entender essa regra.
O que diz a regra
A ideia central é coibir o fracionamento artificial de faturamento. Quando há sócios em comum ou empresas que funcionam, na prática, como um único negócio, a Receita pode somar as receitas desses CNPJs para verificar se o teto do Simples foi respeitado. O cruzamento de dados torna esse tipo de análise muito mais rápido.
Quem precisa ligar o alerta
- Quem é sócio de várias empresas no Simples.
- Quem abriu uma segunda empresa justamente para distribuir o faturamento.
- Negócios com a mesma atividade, mesma estrutura, mesmo endereço ou mesma operação.
O risco
Se a soma das receitas ultrapassar o limite, o resultado pode ser o desenquadramento do Simples e a cobrança retroativa de tributos pela tributação correta, com multa e juros. É um passivo que costuma aparecer de uma vez e pesar no caixa.
Como se proteger
O caminho é ter substância e planejamento:
- Revise a sua estrutura societária e entenda como os CNPJs se relacionam.
- Garanta que cada empresa tenha uma razão real de existir, com operação própria.
- Simule o faturamento somado para saber onde você está em relação ao teto.
- Planeje antes de abrir uma nova empresa. Decisão societária é decisão tributária.
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Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
