Uma das maiores confusões de quem é do Simples Nacional é olhar a tabela do anexo, ver "6%" e depois pagar um valor que não bate. A explicação tem nome: RBT12 e alíquota efetiva. Entender isso evita susto no fim do mês.
O que é o RBT12
RBT12 é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses. Não é o faturamento do mês, nem o do ano corrente. É uma janela móvel: a cada mês, entra o mês novo e sai o mais antigo. É esse número que define em qual faixa da tabela a sua empresa está.
A alíquota da tabela é só o ponto de partida
Cada faixa da tabela tem dois valores: uma alíquota nominal e uma parcela a deduzir. A alíquota que você realmente paga sai de uma conta que combina os dois com o seu RBT12. O resultado é a alíquota efetiva, quase sempre menor que a nominal da faixa.
Na prática: a empresa não pula de 6% para 11,2% de uma vez ao mudar de faixa. A transição é suave, porque a parcela a deduzir existe justamente para suavizar o degrau.
Por que o imposto sobe quando você cresce
Se o seu faturamento vem crescendo, o RBT12 sobe junto e empurra a empresa para faixas mais altas. O efeito aparece com atraso, porque a base olha 12 meses para trás. É comum o empresário faturar bem em um mês, relaxar nos seguintes e mesmo assim continuar pagando alíquota alta por um tempo.
O que fazer com essa informação
- Acompanhe o seu RBT12, não só o faturamento do mês.
- Antecipe: se você está perto de mudar de faixa, saiba disso antes de a conta chegar.
- Se você presta serviço, veja se o Fator R pode te levar a um anexo mais barato.
- Chegando perto do teto, avalie o regime com calma. Veja se o Simples ainda vale a pena.
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Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
