Muita empresa nova quebra faturando. O motivo costuma ser o mesmo: preço formado no chute, sem considerar imposto, custo fixo e o próprio trabalho do dono. Veja como montar essa conta direito desde o início.
O erro clássico: custo mais um pouco
Pegar o custo do produto ou o material do serviço e somar uma margem "que parece justa" ignora tudo que sai do caixa entre a venda e o fim do mês. O resultado é uma empresa movimentada e sem sobra nenhuma.
O que precisa entrar no preço
- Custo direto: a mercadoria, o material, o serviço de terceiros.
- Impostos sobre a venda: no Simples, use a sua alíquota efetiva, não a da tabela. Entenda em RBT12 e alíquota efetiva.
- Taxas de recebimento: cartão, gateway, boleto. Parece pouco e não é.
- Rateio do custo fixo: aluguel, internet, software, contabilidade, salários.
- A sua remuneração: o pró-labore é custo, não sobra.
- Margem de lucro: o que fica para a empresa crescer.
Um raciocínio simples para serviço
Some os custos fixos do mês e divida pelas horas que você realmente consegue vender (não pelas horas do mês, porque parte do tempo vai para prospecção, administração e imprevisto). Isso te dá o custo da sua hora. Sobre ele, acrescente impostos, taxas e margem. Você vai descobrir que a hora precisa custar bem mais do que imaginava.
Revise o preço periodicamente
Preço não é decisão de uma vez só. Se o seu faturamento cresceu e o RBT12 subiu, a sua alíquota mudou e o preço antigo ficou defasado. O mesmo vale quando entram custos novos, como o primeiro funcionário.
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Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
