A conversa começou a acontecer: o cliente pessoa jurídica pergunta quanto de crédito de IBS e CBS a sua nota gera, e sinaliza que isso passou a pesar na escolha do fornecedor. Se você é do Simples, vale saber responder.
Por que o cliente está perguntando
No novo sistema, empresas do regime regular aproveitam crédito sobre o que compram. Quanto maior o crédito, menor o custo efetivo daquela compra. Fornecedor que gera menos crédito acaba saindo, na conta do comprador, mais caro do que o preço da nota sugere.
O que dizer ao cliente
Primeiro, não trate como ameaça. É informação de compra, não desconfiança. Explique em qual regime a sua empresa está e qual crédito a sua operação gera hoje. Se você está avaliando o Simples híbrido, diga isso: mostra que você acompanha o tema e planeja o próprio negócio.
As saídas possíveis
- Aderir ao modelo que gera crédito cheio: faz sentido quando a maior parte da carteira é pessoa jurídica. Veja como funciona a escolha de regime.
- Ajustar preço: em alguns casos, um desconto compensa a diferença de crédito e sai mais barato que mudar de regime.
- Reposicionar a carteira: se o seu forte é consumidor final, talvez o caminho seja crescer nesse público em vez de correr atrás de PJ.
O erro a evitar
Mudar de regime por causa de um único cliente, sem simular o efeito no restante da carteira. A decisão precisa olhar o conjunto, não o contrato que está na mesa hoje.
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Conteúdo informativo, não substitui a orientação personalizada de um contador. Regras e valores mudam, confirme sempre nas fontes oficiais ou com o seu contador antes de decidir.
